# Como encontrar concursos públicos

> Um método repetível para encontrar concursos públicos que servem o que a sua empresa vende: as fontes portuguesas, a cadência diária e o que fica de fora de cada canal.

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Encontrar concursos é um processo, não sorte. Estes passos são a versão manual do que um radar automatiza, e funcionam quer venha a comprar software quer não.

Montar isto leva uma tarde. Mantê-lo leva vinte minutos por dia, e é essa parte que as empresas subestimam.

### 1. Escreva o que vende mesmo

Comece pelo catálogo, não pela categoria. Liste os produtos e serviços que consegue entregar hoje, com as variantes e capacidades que o distinguem de um concorrente. Tudo o que vem a seguir filtra contra esta lista, por isso a vagueza aqui transforma-se em ruído depois: quem escreve gases medicinais encontra menos do que quem escreve redes de gases medicinais, centrais PSA de oxigénio e a sua manutenção.
### 2. Saiba onde se publica em Portugal

Os anúncios dos procedimentos são publicados no Diário da República, os contratos ficam registados no BASE, e os procedimentos eletrónicos correm nas plataformas licenciadas que cada entidade escolhe. Acompanhar só uma plataforma mostra as entidades que a escolheram. O mapa completo das fontes portuguesas está no dossiê do país.

As fontes portuguesas, uma a uma: https://trinta.ai/concursos-publicos-portugal
### 3. Leia todos os dias, não uma vez por semana

A mediana do prazo para apresentar propostas em Portugal anda pelos catorze dias e uma parte relevante dos anúncios dá dez dias ou menos, segundo os números que publicamos no Barómetro. Quem confirma as fontes à segunda-feira encontra procedimentos com o prazo quase gasto e visitas obrigatórias ao local já passadas. O Diário da República publica também ao fim de semana.

O que dizem os números dos prazos: https://trinta.ai/barometro
### 4. Aprenda a ler o que ainda não é anúncio

Os melhores concursos veem-se antes de existirem. Os acordos-quadro têm data de fim e voltam ao mercado; os anúncios de adjudicação dizem quem ganhou o quê e por quanto; o histórico de uma entidade por NIF mostra o que compra e com que frequência. Ler as adjudicações do seu setor é a informação de mercado mais barata que existe, e quase ninguém a lê com regularidade.
### 5. Decida por escrito o que ignora

O problema de uma vigilância que funciona é o volume: centenas de anúncios, um punhado relevantes. Escreva o que desqualifica um concurso para si, geografia, valor mínimo, certificação que não tem, titular instalado, e aplique sem dó. A disciplina de dizer não por escrito é o que transforma um fluxo num funil, e é também o que torna possível automatizar a classificação depois.

Concorrer ou não concorrer: https://trinta.ai/bid-no-bid

## Perguntas frequentes

**Posso encontrar concursos públicos de graça?**

Sim, e completamente. O Diário da República publica os anúncios, o BASE regista os contratos e as plataformas licenciadas mostram os procedimentos das suas entidades, tudo sem pagar. O que custa é o tempo: ler todas as fontes todos os dias, incluindo os dias em que não apetece. Quem compra um radar compra a leitura, não o acesso.

**Quantas fontes é preciso acompanhar em Portugal?**

Mais do que uma, e é aí que a maioria falha. Além do Diário da República e do BASE, os procedimentos eletrónicos correm em plataformas licenciadas diferentes conforme a entidade, e há ainda entidades que publicam avisos nos seus próprios sites. O dossiê de Portugal nomeia essas fontes uma a uma.

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