Guias5 passos

Como encontrar concursos públicos em Portugal

Encontrar concursos é um processo, não sorte. Estes passos são a versão manual do que um radar automatiza, e funcionam quer venha a comprar software quer não.

Montar isto leva uma tarde. Mantê-lo leva vinte minutos por dia, e é essa parte que as empresas subestimam.

  1. 01

    Escreva o que vende mesmo

    Comece pelo catálogo, não pela categoria. Liste os produtos e serviços que consegue entregar hoje, com as variantes e capacidades que o distinguem de um concorrente. Tudo o que vem a seguir filtra contra esta lista, por isso a vagueza aqui transforma-se em ruído depois: quem escreve gases medicinais encontra menos do que quem escreve redes de gases medicinais, centrais PSA de oxigénio e a sua manutenção.

  2. 02

    Saiba onde se publica em Portugal

    Os anúncios dos procedimentos são publicados no Diário da República, os contratos ficam registados no BASE, e os procedimentos eletrónicos correm nas plataformas licenciadas que cada entidade escolhe. Acompanhar só uma plataforma mostra as entidades que a escolheram. O mapa completo das fontes portuguesas está no dossiê do país.

    As fontes portuguesas, uma a uma

  3. 03

    Leia todos os dias, não uma vez por semana

    A mediana do prazo para apresentar propostas em Portugal anda pelos catorze dias e uma parte relevante dos anúncios dá dez dias ou menos, segundo os números que publicamos no Barómetro. Quem confirma as fontes à segunda-feira encontra procedimentos com o prazo quase gasto e visitas obrigatórias ao local já passadas. O Diário da República publica também ao fim de semana.

    O que dizem os números dos prazos

  4. 04

    Aprenda a ler o que ainda não é anúncio

    Os melhores concursos veem-se antes de existirem. Os acordos-quadro têm data de fim e voltam ao mercado; os anúncios de adjudicação dizem quem ganhou o quê e por quanto; o histórico de uma entidade por NIF mostra o que compra e com que frequência. Ler as adjudicações do seu setor é a informação de mercado mais barata que existe, e quase ninguém a lê com regularidade.

  5. 05

    Decida por escrito o que ignora

    O problema de uma vigilância que funciona é o volume: centenas de anúncios, um punhado relevantes. Escreva o que desqualifica um concurso para si, geografia, valor mínimo, certificação que não tem, titular instalado, e aplique sem dó. A disciplina de dizer não por escrito é o que transforma um fluxo num funil, e é também o que torna possível automatizar a classificação depois.

    Concorrer ou não concorrer

Perguntas frequentes

Posso encontrar concursos públicos de graça?

Sim, e completamente. O Diário da República publica os anúncios, o BASE regista os contratos e as plataformas licenciadas mostram os procedimentos das suas entidades, tudo sem pagar. O que custa é o tempo: ler todas as fontes todos os dias, incluindo os dias em que não apetece. Quem compra um radar compra a leitura, não o acesso.

Quantas fontes é preciso acompanhar em Portugal?

Mais do que uma, e é aí que a maioria falha. Além do Diário da República e do BASE, os procedimentos eletrónicos correm em plataformas licenciadas diferentes conforme a entidade, e há ainda entidades que publicam avisos nos seus próprios sites. O dossiê de Portugal nomeia essas fontes uma a uma.

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A demonstração é preparada sobre o catálogo da sua empresa, com anúncios reais dos seus mercados, antes da chamada.

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