Informática e telecomunicações
A informática é o setor em que quase todos os organismos compram, o que a torna a mais dispersa de todas: o mesmo tipo de contrato sai do ministério, do município, do hospital e da universidade, cada um com o seu vocabulário e o seu código.
O vocabulário que o carrega
48000000-8Pacotes de software e sistemas de informação72000000-5Serviços de TI: consultoria, desenvolvimento de software, Internet e apoio30000000-9Máquinas, equipamento e material de escritório e de informática, excepto mobiliário e pacotes de programas (software)32000000-3Equipamento de rádio, televisão, comunicação, telecomunicações e afins64000000-6Serviços postais e de telecomunicações1.131 códigos CPV oficiais caem nestas 5 divisões.
Como são estes anúncios
Os anúncios de informática oscilam entre dois extremos. Num lado estão as compras de bens, licenças e postos de trabalho, decididas quase só pelo preço. No outro estão os serviços de desenvolvimento e transformação digital, decididos por equipa, referências e metodologia. Confundir os dois é o erro mais comum de quem começa a concorrer neste setor.
Quanta disputa tem, medido em Portugal
Onde dentro do setor
30Máquinas, equipamento e material de escritório e de informática, excepto mobiliário e pacotes de programas (software)13,2% proposta única72Serviços de TI: consultoria, desenvolvimento de software, Internet e apoio34,9% proposta única48Pacotes de software e sistemas de informação37,5% proposta única32Equipamento de rádio, televisão, comunicação, telecomunicações e afins23,3% proposta únicaPortugal publica o registo completo dos contratos em dados abertos, por isso aqui a concorrência conta-se em vez de se estimar. São números portugueses de janeiro a julho de 2026, e apenas de concursos públicos com lista de concorrentes reportada: o ajuste direto fica de fora, porque aí a entidade escolhe quem apresenta proposta e uma proposta só é o desenho do procedimento. Método e fontes no Barómetro. /barometro
O que se compra mesmo, código a código
Os códigos com mais contratos assinados dentro deste setor em Portugal, janeiro a julho de 2026, contados no registo aberto e em todos os tipos de procedimento. Cada linha é o código mais fundo com dados: uma divisão inteira levaria a lista toda, porque lhe conta tudo o que tem por baixo.
Como a TRINTA cobre o setor
O radar é montado por cliente: parte do catálogo real da empresa, constrói um perfil de palavras-chave multilingue e pontua cada anúncio de 0 a 100 pela adequação, com o raciocínio à vista. Não é um alerta por código, porque um alerta por código falha o procedimento arquivado no ramo do lado, e é isso que acontece com mais frequência do que se pensa.
Perguntas frequentes
Que códigos CPV cobrem a informática?
São cinco divisões: a 48, pacotes de software e sistemas de informação; a 72, serviços de tecnologias da informação; a 30, máquinas de escritório e equipamento informático; a 32, equipamento de rádio, televisão e telecomunicações; e a 64, serviços de correio e telecomunicações. Uma empresa de software que vigie só a 72 perde as compras de licenças, que saem quase sempre na 48.
Vale a pena concorrer a concursos de informática sendo uma PME?
Depende do lote e não do concurso. Muitos procedimentos de informática são divididos em lotes precisamente para abrir a concorrência, e um lote de nicho pode ser ganho por uma equipa pequena com referências certas. O que exclui uma PME não costuma ser a dimensão do contrato mas os requisitos de capacidade técnica e financeira, e esses leem-se nas peças antes de decidir se vale a pena.
Veja o que o radar encontra no seu setor
A demonstração é preparada sobre o seu catálogo, com anúncios reais dos seus mercados, antes da chamada.